domingo, 22 de janeiro de 2012

A ditadura da igualdade

Vivemos uma época de muitas ditaduras. Uma delas é a ditadura da igualdade. Não estou sendo original, pois Aldous Huxley e George Orwell já anteviram essa situação em seus respectivos livros "Admirável mundo novo" e "1984".

Parece paradoxal, mas junto com a "ditadura da mudança" temos sempre a "ditadura da igualdade". Nosso mundo hoje é descolado da realidade porque, na ânsia de sermos diferentes, acabamos sempre sendo iguais.

Olhe para a natureza e observe a diversidade das frutas. Por que Deus faria as frutas tão variadas? Por que não as fez poucas para conterem todas as vitaminas de que precisamos? Eu acredito que é porque o Espírito Supremo ama as coisas diferentes, como fecunda é a Criação.

É uma coisa besta, mas olho para a nota fiscal eletrônica de hoje e ela não tem mais o charme das notas de antigamente quando eram personalizadas. Agora são todas iguais, frias, uniformes e sem graça. Mas são, inegavelmente, eficientes. A mesma eficiência que retratou Huxley no seu Admirável Mundo.

Assisti hoje um episódio de uma série antiga chamada "Além da Imaginaçao" chamado "Um caso de perfeição", aqui. Fiquei fascinado com a capacidade de Rod Serling de reproduzir a sensação nefasta de igualdade do mundo para o qual caminhamos.

Eu percebo que as novas gerações estão perdendo a capacidade da admiração do belo. Não o belo estético, mas a beleza que os grandes literatos abordavam. Shakespeare, Dostoievski, Aristóteles e tantos outros. Mas quão longe estão as novas gerações das verdades universais? Essa coisa cafona e demodê, que não há mais nenhum valor hoje em dia, em nossa nova vida "imanentizada".

É engano pensamos que vivemos um tempo de liberdade de expressão. Definitivamente, não. Vivemos sim, um tempo de cerceamento da expressão por grupos sociais que detem mais poder, principalmente midiático. Hoje o que se pensa ser informação, na realidade é opinião. O que se pensa ser dado, é apenas propaganda.