Na década de 70 e 80 tínhamos um Jornal que era
exibido na Rede Record sob o nome de "Record em Notícias". Era um
jornal de análise de conjuntura onde eram poucas as notícias veiculadas, mas
que contava com uma banca de personalidades que analisavam e davam suas
opiniões sobre o texto. Esse jornal foi apelidado pela Folha de São Paulo como
"Jornal da Tosse" porque, segundo eles, era um formato
"ultrapassado", que nada informava e os participantes tossiam durante
a fala das pessoas.
Foi um colega que me alertou sobre esse fato e me
mostrou a edição da Folha com a matéria. Desde dessa época nunca mais assisti o
programa e caí na armadilha preparada para difamar o jornal.
Hoje, passados 20 anos, vejo como são
sórdidas as armas que a esquerda usa contra seus oponentes. O Record em Notícias
contava em seus quadros com jornalistas consagrados como Hélio Ansaldo, Murilo
Antunes Alves, Aurélio Campos, Maurício Loureiro Gama e políticos como o Padre
Godinho que foi da UDN, João Mellão Neto e o então José Serra que volta e meia fazia uma
participação especial. Apenas por curiosidade, foi neste jornal que iniciou sua carreira o apresentador Cesar Filho.
Hoje entendo a forma como as esquerdas tratam seus adversários e os
métodos usados. Eles não discutem o conteúdo do que está sendo tratado, mas
atacam a forma apresentada e tentam desqualificar seus interlocutores através de
detalhes que nada tem a ver com a questão em si. É como se o Faraó mencionado
no Êxodo dissesse que Moisés não poderia ser o líder dos hebreus, pois ele não
sabia nem quem era a mãe dele.